Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Espinho: quatro padarias oferecem 10% de desconto a quem trouxer um saco de pano

Mäyjo, 22.12.14

Espinho: quatro padarias oferecem 10% de desconto a quem trouxer um saco de pano

A padaria Aipal, no centro de Espinho, é uma das quatro da localidade que oferece 10% de desconto a quem trouxer um saco de pano de casa para levar o pão. O projecto chama-se A Saca do Pão d’Avó, foi desenvolvido pela Biblioteca Municipal José Marmelo da Silva e trata-se da única ideia portuguesa premiada na quinta edição da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos.

A esta iniciativa, que conta com o alto patrocínio do Comissariado Europeu para o Ambiente, candidataram-se 12.882 projectos de 23 países, que foram reduzidos a 85 semifinalistas.Segundo o Público, foi a maior participação de sempre. Mas apenas a saca de pano teve direito a prémio.

A ideia tem a simpatia de muitos clientes da padaria Aipal. “O desconto não é o mais importante. Sou contra a poluição, gastam-se tantos sacos inutilmente, há tanto lixo, não se sabe o que fazer com ele e isso tem custos”, explicou Carlos Fonseca, citado pelo Público.

Recorde também o saco pa-pão, desenvolvido por um empreendedor português (na foto).

“Antes de haver supermercados e hipermercados não havia a décima parte da poluição. Hoje em dia é quase tudo embalado e as embalagens vão morrer no lixo”, continuou.

Muitos dos apoiantes da ideia vêm nela, inclusive, um regresso ao passado: “Faz-me lembrar a minha meninice, quando a minha mãe mandava-me à padaria comprar pão para a semana inteira”, explica Gaspar Cadete.

A ideia foi desenvolvida por Andrea Magalhães e Sandra Vieira, que bateram à porta de todas as padarias de Espinho para a concretizar. Explicaram o projecto e conseguiram a participação de quatro padarias- Aipal, Pão Pepim, Pão Quente Athena e La Traviata. E apesar da semana dos resíduos já ter terminado, conta o Público, as sacas de pano continuam a circular pelo concelho.

Marca holandesa cria calças de ganga feitas com plástico recolhido nos oceanos

Mäyjo, 22.12.14

Marca holandesa cria calças de ganga feitas com plástico recolhido nos oceanos

No mercado há 25 anos, a marca holandesa de roupa G-Star revolveu chegar a mais pessoas através de uma ideia ligada à sustentabilidade. A marca lançou uma campanha para limpar os oceanos que transforma o lixo lá encontrado em calças de ganga.

Para além de lhe ter dado uma nova visibilidade mundial, a campanha recebeu ainda um dos principais prémios do Festival de Cannes, o principal certame do mundo que premeia a criatividade em marketing e comunicação.

A campanha gozou ainda da atenção dado por Pharrell Williams, músico que desenhou as peças. Pharrel é também director criativo da Bionic Yarn, uma empresa que fabrica fios e tecidos feitos a partir de garrafas plásticas recicladas.

Segundo a imprensa internacional, o processo de fabrico começa com a selecção das garrafas, que são depois moídas e transformadas em fibras. Estas são depois trançadas com poliéster e usadas para fazer os fios dos tecidos.

De acordo com a G-Star, das 100 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente, cerca de 10% acabam nos oceanos. A poluição afecta os pássaros, mamíferos e a vida marinha. “O desafio era criar uma colecção de qualidade que parecesse e vestisse tão bem quanto das calças de ganga normais”, avançou a empresa.

Outra das preocupações visava tornar a colecção apelativa aos consumidores. “A ideia permite que pessoas de todo o mundo possam expressar as suas preocupações para a poluição dos oceanos, vestindo-as”, concluiu a G-Star. Ainda que a empresa tenha preocupações financeiras, a verdade é que esta nova colecção – e sobretudo a visibilidade que Pharrell Williamas lhe dá – pode ser importante para mudar mentalidades no que toca ao consumo (não literal) de plástico.

Eurobarómetro: Consciência ambiental dos portugueses elevada, mas pouco levada à prática

Mäyjo, 27.03.14

Barómetro da União Europeia destaca a consciência ambiental dos portugueses, mas também o seu desconhecimento e falta de atuação face à perda de biodiversidade.

O relatório intitulado “Eurobarómetro” publicado pela Comissão Europeia em novembro de 2013, reflete a “atitude face à biodiversidade” dos europeus, através de inquéritos a uma amostra representativa da população. Os dados em relação a Portugal sugerem algumas tendências, que tanto têm de curiosidade, como de importância, de onde se destaca a elevada consciência ambiental dos portugueses, mas também a sua desinformação em relação ao tema. 

O relatório realça novamente que a perda de biodiversidade na União Europeia e a nível global tem acelerado nos últimos anos. Cerca de uma em cada quatro espécies encontram-se ameaçadas na UE, e de acordo com a Comissão Europeia, são atualmente alvo de sobrepesca 39% das populações de peixes analisadas no Atlântico, e 88% no Mediterrâneo. Face a este problema, a UE adotou em maio de 2011 uma ambiciosa estratégia para travar a perda de biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas no espaço comunitário até 2020.

Incidindo mais concretamente sobre os resultados do “Eurobarómetro”, verifica-se que 43% dos portugueses sabe o significado do termo “biodiversidade” (uma abreviatura para “diversidade biológica”), 38% já ouviu falar mas não sabe o que é, e 19% nunca ouviu falar. Na mesma linha, 39% sentem-se “informados” em relação à perda de biodiversidade, enquanto que e 60% se sentem “não informados”, e 91% revelam interesse em estar melhor informados sobre o tema. 

Os portugueses são o povo europeu que mais importância coloca na “poluição do ar e da água”, “desastres de origem humana” (93%) e “destruição de habitat” (68%) como sendo causas muito relevantes para a perda de biodiversidade. A perda das florestas nativas surge como o problema que os portugueses consideram mais grave em relação ao tema (81% considera este problema muito grave). Isto, relembrando que estamos num contexto em que a recente proposta de alteração da legislação sobre Arborização e Rearborização, abre a porta à liberalização das plantações de eucalipto, e com a nova "Lei das Sementes" em vias de ser aprovada pelo Parlamento Europeu, a proibir a troca de sementes e tornando ilegal a comercialização de espécies autóctones. 

Ainda em relação aos resultados, a consciência ambiental dos portugueses surge novamente em primeiro lugar com 78% dos inquiridos a considerarem que a perda de biodiversidade é um problema grave a nível mundial. No entanto, este número cai para 62% quando se fala à escala europeia, e apenas 55% dos portugueses considera a perda de biodiversidade como um problema sério em Portugal. De referir que em 2010 este valor era de 72%, o que demonstra um acentuado decréscimo da importância que os portugueses dão à perda da biodiversidade no país. Em contraste, Portugal volta a estar em primeiro lugar quando 41% dos inquiridos afirmam já estar a ser afetados pelo problema. 

A verdade é que nem só nas florestas tropicais longínquas a perda de biodiversidade é um problema. Segundo a BirdLife International, 40% das espécies de aves mais comuns na Europa regrediram a nível populacional nos últimos 30 anos, com ênfase para as aves mais dependentes de zonas agrícolas. Em Portugal destacam-se os casos da rola-brava, do picanço-barreteiro, e do picanço-real, casos comprovados a partir dos programas de monitorização realizados pela SPEA. Também no mar existem problemas, sendo as aves marinhas o grupo de aves em declínio mais acentuado a nível mundial, afetado por ameaças como a introdução de espécies invasoras nas colónias de nidificação e capturas acidentais nas artes de pesca. Lembramos que as águas portuguesas são cruciais para espécies de aves em vias de extinção como a pardela-balear, ou as endémicas freira-da-madeira, freira-do-bugio e painho-de-monteiro, que vivem exclusivamente nas águas das nossas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. 

Em relação às áreas protegidas, apenas 14% dos portugueses sabe o que é a “Rede Natura 2000” (a rede ecológica para o espaço comunitário resultante da aplicação das Diretivas Aves e Habitats), 25% desconhece o seu significado mas está familiarizado com o termo, e 60% nunca ouviu falar. Novamente com tendência para o topo da tabela, os portugueses são o povo que considera mais importante que nas áreas protegidas se promova o ecoturismo (71%), e os usos sustentáveis da área (90%). 

Numa nova demonstração de consciência ambiental, 92% dos portugueses (novamente em primeiro lugar) consideram que é uma obrigação moral parar a perda de biodiversidade. E mesmo no atual contexto socioeconómico, apenas 10% dos portugueses defende que os impactos negativos do desenvolvimento económico nas áreas protegidas são “aceitáveis” pois o desenvolvimento está sempre acima da conservação da Natureza. 

Mas quando as questões estão relacionadas com o quotidiano, o cenário muda. Um pouco abaixo da média europeia (38%), apenas 34% dos portugueses admite que se esforça para travar a perda de biodiversidade. Em 2010, há apenas 3 anos, este valor era de 43%, o que reflete um aumento no relaxamento das metas ambientais a atingir pelo cidadão português para o seu dia-a-dia. 

A SPEA apela a que, mesmo num contexto socioeconómico adverso, os cidadãos continuem a realizar pequenos gestos simbólicos para o bem do planeta que pouco exigem de esforço, como reciclar e reduzir, dar preferência a produtos locais e/ou que respeitem boas praticas ambientais, participar em debates públicos pela sustentabilidade das decisões políticas, e a um maior contacto com a Natureza que nos rodeia, e que ainda é a nossa maior riqueza.

Alterações climáticas em Portugal

Mäyjo, 26.02.14

Na RTP, com entrevista a Francisco Ferreira, da Quercus: "O clima na Península Ibérica pode ficar cada vez mais seco e mais quente até ao final do século. A súbida do nível do mar poderá mesmo custar a Portugal 14 por cento do PIB. Estas são algumas das consequências das alterações climáticas anunciadas pelos cientistas."